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O acesso aos serviços de saúde é precário e os ribeirinhos contam com duas possibilidades: o deslocamento até a cidade mais próxima para atendimento em postos de saúde, ou aguardar que o municipio envie algum profissional de saúde para fazer o atendimento nas comunidades.  Neste último caso quase nunca acontece.  Já o custo do deslocamento até a cidade mais próxima é alto para o ribeirinho, inviabilizando esse deslocamento.

A falta de dados e de conhecimento sobre as questões de saúde das populações ribeirinhas tem sido um grande desafio. Como ocorria há cem ou duzentos anos, milhares de pessoas continuam a nascer e a morrer nos rincões amazônicos todos os anos sem que o poder público tome conhecimento de sua existência. Além disso, enquanto a era da tecnologia leva o telefone celular e a televisão a quase todos os cantos da região, a Amazônia continua a apresentar o segundo mais alto índice do país de mortes por “causas mal definidas”, isto é, não identificadas pelo médico que assinou o atestado de óbito, perdendo apenas para alguns dos estados do Nordeste. Isto indica que essas pessoas morrem antes de conseguir acesso a qualquer tipo de assistência médica.

Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mostram um alto índice de desnutrição infantil em toda a região Amazônica.

Em relação às doenças infecciosas mais graves, em toda a Amazônia, a malária, as hepatites virais, a hanseníase, a tuberculose, a leishmaniose, a dengue e mais recentemente a AIDS continuam a ser grandes desafios para a saúde pública. Há na região uma incidência de malária maior que a de muitos países da África subsaariana; a hanseníase, a dengue, a leishmaniose e a tuberculose ainda são endemias prevalentes, e pouco se sabe sobre a situação da sorologia das hepatites virais e do HIV. No caso da malária, em muitas regiões, seus números continuam a crescer, sendo as cepas multirresistentes de Plasmodium falciparum cada vez mais freqüentes (UNEP, 2003).

Por outro lado, estudos têm demonstrado o surgimento do que a OMS chama de double burden (ou carga dupla): o quadro epidemiológico apresenta ainda altas taxas de doenças infecciosas, mas começam a emergir, em números cada vez maiores, as doenças crônico-degenerativas, como a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade e o câncer, que já estão entre as principais causas de morte nos estados da Amazônia, conforme dados.

Em nossas viagens missionárias, além de levar o Evagelho, que é nosso principal alvo, levamos também médicos voluntários que realiazam consultas ambulatoriais, assim como a entrega de medicamentos gratuitamente. A maioria dos casos atendidos é de problemas gastrointestinais, parasitoses, dermatoses e ginecológicos. A maioria dos que vão aos barcos buscar atendimento é de mulheres e crianças.

Cremos que a missão da Igreja é integral, e que a ação missiológica e pastoral da Igreja afeta a pessoa humana em todas as suas dimensões: biológica, psicológica, espiritual e social – a pessoa inteira em seu contexto, “o homem e suas circunstâncias”.

A Missão Amazon reforça sua missão central de levar o evangelho e melhores condições de vida as comunidades ribeirinhas.